segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

para ash

É só isto. Sim, és só isto. Por muito que doa, por muito que canse, por muito que pareça que o teu coração e até o teu corpo não aguenta mais, acredita, ele aguenta. Porque é só isto que existe. Sim, só isto. E é por isso que ninguém vive para sempre. Porque é só isto. Engana-se quem pensa que há mais alguma coisa para além disto, quem pensa que acabar com tudo é acabar com a dor. Porque, na verdade, acabar com tudo é acabar com tudo mesmo: o bom, o mal, quem vai e quem fica para ver acabar.

sábado, 12 de junho de 2010

antigamente II

Como alguém uma vez me disse, enquanto punha a mão fria no peito, felicidade é ter o coraçãozinho quente.

antigamente

Um dia, quando for grande, vou ser astronauta.
Só para ir ter com os meus avós ao Céu, quando eles morrerem.

terça-feira, 31 de março de 2009

Liberdade

“Faz o que quiseres: não somos
livres de não ser livres, não temos outro remédio senão sê-lo.”






O homem pensa; se não pensasse, ainda tinha a essência de algo inesperado, uma acção desmedida e incontrolada tudo vivido num salto.
Salta! Salta sem pensar! Só assim serás livre, sem qualquer condicionante, sem qualquer rédea...
Nada ficava encravado (como hoje), realidade era utopia, ilusão que eles criam, alimentando-nos, a verdade que eles escondiam, consumindo-nos: não somos livres de não ser livres.

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(composição para a disciplina de Filosofia, no seguimento do estudo da obra "Ética para um Jovem" por Fernando Savater; citação do mesmo autor)

terça-feira, 17 de março de 2009

Ensaio sobre a imaginação

Quando milhares de portas velhas se abrem, todas elas sincronizadas com outras milhares de novas portas e um remoinho se encontra no meio da sala - fecha os olhos, abre os braços e deixa-te ser rodopiada por entre a realidade e a tua própria realidade.
Aproxima-te do remoinho, agarra o que conseguires, enquanto tentas fechar (em vão) as milhares de portas - não a deixes escapar - Porquê? Quando? - Rodopia! - Quem? Como? - Deixa-a embrenhar-se debaixo da tua pele.
Assim se rompem as ideias.

sábado, 13 de dezembro de 2008

When the lights go down

Descobrir o mundo é como olhar directamente para uma luz, por muito que a nossa visão tente focar e descobrir o que lá está, só com muito esforço e tempo é que nos começaremos a habituar à sua luminosidade, conseguindo assim uma aproximação.
Descobrir o mundo por outros olhos é ainda mais dificil: como se milhares de sóis estivessem à nossa volta; todavia, a partilha de ideias, pensamentos e sentimentos faz-nos ver de outra perspectiva, passando a luz a ser um apoio para aquilo que fazemos melhor, viver.

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Espero que a metáfora explique o sentido deste blog.
A intenção era este ser um blog onde possa pôr ideias minhas e das pessoas com quem interajo.
Ideias sobre a sociedade, sobre a vida e mais um par de botas